Como eu saí do zero e me tornei desenvolvedor pleno em 4 anos
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Se você acha que programação é impossível ou que “não é pra você”, eu pensava exatamente a mesma coisa.
E mesmo assim, aqui estou.
O começo: perdido e sem direção
Em novembro de 2020, meu estágio como auxiliar administrativo no Clube Comary, em Teresópolis, estava chegando ao fim.
E eu tinha aquela pergunta clássica:
“O que eu vou fazer da minha vida?”
Eu já tinha uma ideia: queria trabalhar na Alterdata. Mas tinha um problema… eu não sabia nada da área.
E programação, pra mim, parecia coisa de outro mundo. Difícil demais.
Até que tive um pensamento simples que mudou tudo:
“Se outras pessoas conseguem aprender isso… eu também consigo.”
A decisão: entrar pra área de qualquer jeito
Em 2021, comecei faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Não foi por amor à faculdade. Foi estratégia.
Eu queria entrar no mercado o mais rápido possível.
No começo, caí no clássico: cursos genéricos de internet (sim, Danki Code 😅). Passei meses em HTML, CSS e JavaScript… achando que estava evoluindo.
Spoiler: não estava tanto quanto eu pensava.
O ponto de virada: backend e realidade
Tudo mudou quando conheci o programa Tech4Me, da Alterdata.
Ali comecei a estudar backend de verdade:
- POO
- Java
- Spring Boot
Passei 6 meses estudando forte.
Depois de quase 1 ano na área, finalmente senti:
“Agora eu sei alguma coisa.”
A primeira oportunidade (mesmo sem estar pronto)
Em fevereiro de 2022, consegui meu primeiro estágio como backend na Noclaf.
Detalhe: a vaga era em Python com Django.
E eu não sabia nada disso.
Antes da entrevista, fiz o que dava: estudei como um maluco pra aprender o mínimo.
Passei.
No primeiro dia de trabalho?
Já tive que subir coisa pra produção.
Era algo simples (3 campos novos numa request), mas pra mim parecia que eu ia derrubar a empresa inteira.
Deu tudo certo.
E foi ali que comecei a evoluir de verdade.
Em poucos meses, virei o único backend da empresa.
Aprendi na marra:
- resolver problema
- dar jeito (sim, muita “gambiarra”)
- assumir responsabilidade
O salto de nível: sair do “jeitinho” para engenharia de verdade
Depois de 5 meses, eu queria mais.
Queria virar Júnior.
Foi quando entrei na Xbrain, trabalhando em projeto da Claro.
E aqui foi um divisor de águas.
Saí de um ambiente com:
- entrega rápida
- pouca estrutura
Pra um ambiente com:
- DDD
- SOLID
- Code Review
- Git Flow
- padrões reais de mercado
Foi tipo um “level up” absurdo.
Ali eu deixei de ser só um dev que “se vira” e virei um dev que sabe fazer do jeito certo.
Fiquei 1 ano e 9 meses.
Novo desafio: sair da zona de conforto
Mesmo evoluindo, eu queria mais.
Queria ser Pleno.
Fui pra Perinity, uma empresa com produto próprio (GRC).
Isso me atraiu muito.
Ali trabalhei com:
- Quarkus
- sistema legado com JSF
- código grande e complexo
E sabe o que ajudou?
A bagagem da Noclaf.
Sim… a “gambiarra” virou habilidade útil.
Porque sistema grande, legado e cheio de regra não resolve só com teoria bonita.
A virada final: virar pleno
Depois de 1 ano e 4 meses na Perinity, percebi:
Não tinha horizonte claro pra promoção.
E eu não ia esperar.
Tinha acabado de voltar do Canadá, motivação lá em cima.
Comecei a aplicar pra vagas de Pleno.
Foram:
- várias entrevistas
- vários “nãos”
- ajustes na postura
- melhorar comunicação
Até que, depois de 1 mês e 2 semanas…
Veio o SIM.
Entrei na GFT como desenvolvedor pleno.
Uma empresa que já estava no meu radar desde 2022.
E, olhando pra trás… foram 4 anos de evolução absurda.
O que eu aprendi nessa jornada
Se eu pudesse resumir tudo:
1. Estudo não é opcional
A tecnologia não para. Ou você evolui… ou fica pra trás.
2. Faculdade não te salva (mas ajuda)
Ela abre porta, mas quem constrói seu nível é você.
3. O mercado valoriza quem se movimenta
Se eu tivesse ficado só estudando… provavelmente ainda seria Júnior.
4. Às vezes o problema não é você
É só o lugar que você está.
5. Não tenha medo de mudar
Cada troca de empresa foi um salto na minha carreira.
6. IA não veio pra te substituir
Ela é ferramenta. Quem pensa, resolve problema e evolui… ainda é você.
Pra fechar
Eu comecei achando programação impossível.
Hoje sou desenvolvedor pleno.
Não foi talento absurdo.
Foi:
- consistência
- decisão
- correr atrás de oportunidade
Se você tá começando agora, guarda isso:
Você não precisa saber tudo. Você só precisa não parar.
Sobre Marcos Costa
Desenvolvedor backend com foco em arquitetura de software, automação e produtos digitais.
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