Cloudflare: o novo padrão que mudou como eu faço deploy
Se você desenvolve há alguns anos, provavelmente já teve uma fase em que o deploy era um problema constante. No meu caso, lá por 2022, o Heroku era praticamente perfeito:...
Se você desenvolve há alguns anos, provavelmente já teve uma fase em que o deploy era um problema constante.
No meu caso, lá por 2022, o Heroku era praticamente perfeito: simples, gratuito e resolvia tudo. Era aquele tipo de ferramenta que você usava sem pensar muito — subia, rodava e pronto.
Mas quando o Heroku deixou de ser gratuito, ficou um vazio.
Testei várias alternativas. Algumas eram limitadas, outras complicadas, e a maioria forçava aquela arquitetura quebrada: front em um lugar, backend em outro, banco em outro… uma bagunça.
Até que comecei a usar o Cloudflare de verdade.
E aí mudou tudo.
O novo “Heroku”, só que melhor
Hoje, o Cloudflare é o que o Heroku era pra mim — só que com uma proposta bem mais moderna.
A grande diferença é que ele não nasceu pensando em servidores tradicionais. Ele nasceu pensando em edge computing.
Ou seja:
- Seu código roda perto do usuário
- A latência é ridiculamente baixa
- E você escala sem precisar pensar em infra
Com o Cloudflare Workers, você basicamente escreve código e ele já está distribuído globalmente.
Sem configurar servidor. Sem dor de cabeça.
Serverless de verdade (e rápido)
Diferente de outras soluções serverless que parecem “simular servidor”, o Cloudflare realmente roda no edge.
Na prática:
- Resposta muito mais rápida
- Menos custo
- Melhor experiência pro usuário
Claro, a parte de containers ainda está evoluindo (beta), mas honestamente… na maioria dos projetos, você nem sente falta.
Tudo centralizado em um só lugar
Uma das coisas que mais me surpreendeu foi o quanto dá pra concentrar tudo dentro do ecossistema.
Hoje você consegue:
- Backend com Workers
- Banco com Cloudflare D1
- Cache global automático
- Armazenamento de arquivos com Cloudflare R2
- CDN absurda (e gratuita)
- Segurança nível enterprise
E o mais absurdo: muita coisa disso no plano free.
Segurança absurda sem pagar nada
Antes, segurança era sempre um “extra” caro.
Com o Cloudflare, você já ganha:
- Proteção contra DDoS
- Firewall
- Rate limiting
- Proteção contra bots
Tudo isso praticamente sem configuração.
É o tipo de coisa que você só percebe o valor quando já teve problema com ataque ou tráfego estranho.
Substituindo AWS em projetos menores (e até médios)
Uma coisa que eu não esperava dizer:
Em muitos casos, o Cloudflare substitui tranquilamente partes da AWS.
Com:
- R2 → substituindo S3
- Workers → substituindo Lambda
- Cache/CDN → melhor que muita config manual
E ainda com um custo absurdamente mais baixo.
O preço por GB, principalmente no R2, é ridiculamente competitivo.
Performance que impressiona
Aqui foi onde eu realmente fiquei convencido.
- Tempo de resposta muito baixo
- Conteúdo servido direto do edge
- Cache agressivo e eficiente
Pra projetos como blogs, SaaS simples ou ferramentas (tipo calculadoras), isso faz MUITA diferença.
Minha experiência real
Hoje, praticamente todo projeto que eu começo passa pelo Cloudflare.
Seja:
- Um blog
- Uma ferramenta web
- Um MVP
- Ou até uma API simples
Ele virou padrão pra mim.
Principalmente porque resolve três problemas de uma vez:
- Infraestrutura
- Performance
- Custo
Vale a pena usar Cloudflare?
Na minha opinião: sim, e muito.
Principalmente se você:
- Está começando um projeto
- Quer reduzir custos
- Não quer lidar com DevOps pesado
- Ou quer algo rápido e escalável desde o início
Conclusão
Depois que o Heroku saiu do jogo gratuito, parecia que não existia mais uma solução simples e completa.
Mas o Cloudflare preencheu esse espaço — e foi além.
Hoje ele não é só uma alternativa.
Ele é, honestamente, uma das ferramentas mais completas e subestimadas pra quem desenvolve aplicações modernas.
Sobre Marcos Costa
Desenvolvedor backend com foco em arquitetura de software, automação e produtos digitais.
Ver mais artigos

